22.8.12

Trem ruim

Esse é o homem que eu amo.  Fiz a foto em fev./2011, em Delfinópolis. 
Tenho um amigo mineirinho que quando está meio angustiado diz que está sentindo um "trem ruim". Hoje acordei assim. A balança não baixou um grama, portanto foi com menos remorso que reintroduzi pão integral no café da manhã. Mas foi só, almoço sem carbos, iogurte grego no lanche, jantar vai ser levinho também. Fazendo tudo certo, o resultado deve ser bom.

Pra piorar a sensação de vazio (sem trocadilhos, por favor), li um texto do Edson Marques (blog MUDE linkado ali ao lado) que doeu feito um tabefe na cara. Copiei e colei aqui, pra doer em quem mais precisar.


A Vida é um jogo, belíssimo, onde só se pode ganhar aquilo que se arrisca.
Mas você parece que não anda perdendo muito, nem ganhando muito.
Nenhuma derrota acachapante, nenhuma vitória inesquecivel.
Nenhum ato grandioso, nenhum espetáculo.
Nenhuma desgraça, nenhuma paixão.
Nenhuma queda profunda, nenhum salto mortal.
Nem pra cima, nem pra baixo.
Nada!
Nem escuridão, nem brilho, nem glória, nem tragédia.
Assim — a tua vida.
Segura, pacata, certinha, e normal.
Tudo em ordem, tudo estável e bem comportado.
Tudo em brancas nuvens.
Tudo meio morno, meio tépido, meio frouxo, meio mole.
Meio apagado.
Meio cinzento e meio sem graça.
Assim — a tua morte.

2 comentários:

Lyh Kirchner disse...

Oi Ana
Nossa, o que falar desse texto?
Continue fazendo as coisas de forma equilibrada, o resultado pode demorar, mas vai aparecer.
Beijos e tomara que o "trem ruim' passe logo

Edson Marques disse...

Ana Carla,

Eu gosto muito dos comentários que você deixa no blog Mude.

Agradeço pelo destaque dado ao meu texto sobre ser "assim" a vida. E espero que o "tabefe" nos acorde a todos... rs!

Flores...